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		<title>Memória versus esquecimento</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 14:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última &#8220;invenção&#8221; de Steve Jobs, o iCloud, promete salvar toda a sua vida em rede. Quem precisa de tanta lembrança? Pra cada inventor que cria coisas como a infinita e-memory, como o cientista Gordon Bell, há quem afirme: o &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2012/01/24/memoria-versus-esquecimento/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3159&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"><br />
<em>A última &#8220;invenção&#8221; de <strong>Steve Jobs</strong>, o iCloud, promete salvar toda a sua vida em rede. Quem precisa de tanta lembrança? Pra cada inventor que cria coisas como a infinita </em>e-memory<em>, como o cientista <strong>Gordon Bell</strong>, há quem afirme: o melhor caminho para pensar é esquecer – caso do escritor <strong>Joshua Foer</strong> e do professor <strong>Mayer-Schonberger</strong> (todos bebendo na fonte do memorável <strong>Borges</strong>). Pensata-playground para a revista </em><strong>V</strong><em> (também dá pra ler <a href="http://www.vwbr.com.br/revistav/edicoes/44/edicao44.html">aqui</a>, página 68)</p>
<p><div id="attachment_3162" class="wp-caption alignnone" style="width: 383px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2012/01/elefante1.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2012/01/elefante1.jpg?w=500" alt="" title="Elefante"   class="size-full wp-image-3162" /></a><p class="wp-caption-text">Lembrar demais nos faz idiotas? (Ilustra by Guilherme Lepca)</p></div></em></p>
<p><strong>Imagine se deparar de repente com uma foto sua meio ruim.</strong> Foi o que me aconteceu quando fui fazer uma palestra sobre literatura em uma cidadezinha do interior do Brasil. O mediador da conversa, um afável professor de História, ao me apresentar se pôs a ler um currículo que eu havia escrito&#8230; treze anos antes. Foi engraçado e assustador. O texto escrito para a orelha do meu primeiro livro dizia coisas como &#8220;<em>Bressane detesta axé, pipoca e leite</em>&#8220;. Na época eu achava orelhas de livro idiotas – mas hoje acho mais idiota fazer gracinhas nas orelhas de livro. Mais idiota ainda, decerto, é acreditar em tudo o que se lê na rede; tanto é que o desorientado mediador começou o papo literário lançando-me a candente questão: &#8220;<em>Por que você não gosta de pipoca e leite?</em>&#8220;. </p>
<p>Mais eternos que os diamantes, só as bobagens que publicamos na internet. Pode apostar: aquela couve que ficou no seu dente em uma despretensiosa feijoada no início do século e foi fotografada por um amigo e jogada em um velho blog, quando vocês eram estudantes divertidos, ainda estará lá, impavidamente verde, tão logo um possível empregador der uma busca sobre você no Google e clicar no vigésimo primeiro link. A rede é o Supremo Elefante: nunca esquece de nada.</p>
<p>&#8220;<em>Imagine acordar amanhã e descobrir que toda a tinta do planeta se tornou invisível e que todos os bytes desapareceram</em>&#8220;, pede o escritor <strong>Joshua Foer</strong> no livro <em>A Arte e a Ciência de Lembrar Tudo: Memórias de Um Campeão da Memória</em> (Rocco). <span id="more-3159"></span></p>
<p>&#8220;<em>Nosso mundo desmoronaria. Literatura, música, leis, política, ciência, matemática: nossa cultura é um edifício construído de memórias externalizadas</em>&#8220;, entende o jovem escritor novaiorquino que, encafifado com a assombrosa habilidade de esquecer o aniversário da namorada, o que ele estava procurando na geladeira e o número do próprio telefone, resolveu se focar durante um ano em um duríssimo treinamento mnemônico – e faturou o caneco no Campeonato de Memória dos EUA. </p>
<p>Foer voltou ao tempo em que não tínhamos sequer papel pra gravar nossos conhecimentos e descobriu um método infalível para lembrar tudo. Chama-se o <strong>Palácio da Memória</strong>. Teria sido inventado pelo poeta <strong>Simônides de Ceos</strong>, a V a. C., na Tessália, Grécia. Simônides estava em um banquete quando alguém lhe chamou à porta. No que recebeu a comunicação de um mensageiro, ouviu um estrondo às costas: o teto do palácio onde minutos antes acontecia uma festa havia desabado. Todos os convivas morreram. Em choque, Simônides fechou os olhos e passou a rememorar cada um dos aposentos daquele palácio, que conhecia tão bem. Lembrou detalhes da decoração, das pessoas que ali viviam, coisas que haviam acontecido em cada espaço. </p>
<p>&#8220;<em>Simônides abriu os olhos, tomou pelas mãos cada um dos parentes histéricos e, pisando cuidadosamente sobre os escombros, conduziu-os aos locais onde os respectivos entes queridos estiveram sentados. Naquele momento, diz a lenda, nascia a arte da memória</em>&#8220;, conta Foer. </p>
<p>O Palácio da Memória consiste em construir, mentalmente, um espaço que possa ser habitado por lembranças. Nunca falha. Foer usou essa e outras técnicas para ultrapassar grandes campeões mnemônicos americanos – gente capaz de memorizar, em minutos, uma ordem aleatória de 1000 números primos. Seu objetivo era investigar os remanescentes dessa arte de preservar as memórias internas. No extremo ponto, há quem lute pela extinção pura e simples da memória biológica.</p>
<p>É o caso de <strong>Gordon Bell</strong>, uma lenda-viva do Vale do Silício, que registra tudo o que lhe acontece com câmeras, gravadores e computadores – o que ele chama de lifelog. Segundo ele, rumamos em direção a um futuro em que teremos memórias externas omniabrangentes, registrando nossa rotina e lançando-a na Nuvem, conforme escreve em <em>Total Recall: How the E-Memory Revolution Will Change Everything</em> (Dutton, 2009, sem edição no Brasil). </p>
<p>O título faz alusão a <em>Total Recall</em>, conto de <strong>Philip K. Dick</strong> já adaptado ao cinema duas vezes (a primeira, com <strong>Arnold Schwarznegger</strong>; a segunda estreia em 2012 e tem <strong>Colin Farrell</strong> como protagonista). No conto, um pobre trabalhador de 2084 recorre à empresa Total Recall para implantar memórias de suas férias felizes em Marte. </p>
<p>Bell pretende gravar absolutamente cada movimento que faz, cada passo que dá, cada fôlego puxado pelos pulmões. Recorre a um arsenal de câmeras e microfones que captam tudo o que lhe acontece; módulos de GPS, câmeras embutidas nos óculos, microfones nos brincos, sensores implantados no corpo para detectar o batimento do coração, medidores de pressão e de fluxo sanguíneo também serão coordenados pelo software Total Recall, criando o que Bell chama de <strong>e-memory</strong>. Tudo vai parar na Nuvem, claro. </p>
<p>A Nuvem é o novíssimo modelo de computação em que todos os computadores estão ligados via internet e as memórias são acessadas remotamente. Seu computador não requer memória, afinal os arquivos serão salvos em um gigantesco conglomerado de servidores, podendo ser acessados de qualquer computador em qualquer lugar do mundo. O modelo tem sido pesquisado há alguns anos por empresas como Microsoft, IBM e Google. Mas foi <strong>Steve Jobs</strong>, o gênio supremo do marketing digital, quem popularizou o conceito através de sua última aparição ao vivo, em julho de 2011, quando lançou o iCloud – o serviço da Apple que disponibiliza de graça 5 gigabytes para sincronizar todos os arquivos dos gadgets de seus assinantes.</p>
<p>Imagine registrar virtualmente tudo o que te aconteceu. Você terá um Você virtual guardado. Suas memórias digitais, incluindo padrões de sua personalidade fossilizada, serão sintetizadas em um avatar que as futuras gerações poderão conhecer e com quem poderão se comunicar. Em um texto quase publicitário, Bell afirma que Total Recall já é realidade. &#8220;<em>Primeiro, nunca registramos nossas vidas de modo tão frequente</em>&#8220;, enumera ele. &#8220;<em>Segundo, essa montanha de dados pode ser guardada por um custo baixo em um servidor remoto. Terceiro, empresas como Google provêm tecnologias refinadas de busca para encontrarmos o que quisermos em nossa memória.</em>&#8221; </p>
<p>Se gente como Joshua Foer prefere voltar ao passado para entender como era nossa memória antes de se contentar em ser somente uma senha para abrir uma cornucópia de lembranças armazenadas na Nuvem, há pensadores como <strong>Viktor Mayer-Schonberger</strong>, um professor austríaco de Princeton que sustenta a tese de que o melhor caminho para lembrar é&#8230; esquecer. Tanto Foer quanto Mayer-Schonberger recorrem a um personagem de <strong>Jorge Luis Borges</strong> para atacar o excesso de memórias trazida pela revolução digital. Trata-se de <strong>Funes, O Memorioso</strong>, protagonista de conto homônimo de <em>Ficções</em> (1956).  Funes era um rapaz dotado da memória total para mínimos detalhes. </p>
<p>&#8220;<em>Suas lembranças não eram simples; cada imagem visual estava ligada às sensações musculares, térmicas etc. Podia reconstruir todos os sonhos, todos os entressonhos. Duas ou três vezes havia reconstruído um dia inteiro; nunva havia duvidado, cada reconstrução, porém, tinha requerido um dia inteiro</em>&#8220;, conta Borges. O pobre Funes, assombrado por um oceano de recordações, tinha, no entanto, um problema essencial. &#8220;<em>Ele não pode prioriazar, não pode generalizar. Como Borges conclui, talvez seja o ato de esquecer, e não o de lembrar, que nos faz humanos</em>&#8220;, entende Foer. &#8220;<em>Pensar</em>&#8220;, escreveu Borges, &#8220;<em>é esquecer</em>&#8220;.</p>
<p>A tese (que foi aliás confirmada por outro argentino, o neurocientista <strong>Iván Izquierdo</strong>, nas páginas da <em>V</em> 43) – é o centro de <em>Delete: The Virtue of Forgetting in the Digital Age</em> (Princeton Press, 2009), de Mayer-Schönberger. O autor lembra o caso de AJ, uma californiana de 41 anos, que nasceu com o desafortunado dom de lembrar tudo. &#8220;<em>Sua memória é incontrolável, automática, como um filme que nunca para</em>&#8220;, diz ele. A despeito de uma memória inusual, AJ é uma mulher presa ao passado. O esquecimento, mostra esse triste exemplo, pode agir como um filtro criativo, deixando passar apenas o que realmente importa, reinventando o passado.</p>
<p>Mayer-Schönberger relaciona a impossível memória de AJ à rede. &#8220;<em>A memória digital paralisa as pessoas; nega-lhes a chance de evoluírem; pecados bem-preservados proíbem-lhes a capacidade de perdoar</em>&#8220;, escreve o professor. Ele lembra um caso curioso: um professor canadense teve barrada sua entrada aos EUA depois que um agente de imigração googlou seu nome e encontrou uma entrevista em que ele contava suas experiências com <strong>LSD</strong>. O detalhe é que o professor havia experimentado o ácido nos anos 60! Como o psicodélico mestre, muitas pessoas se sentem fragilizadas pelo que fizeram no passado – e ficou registrado para sempre na internet. Recente pesquisa demonstra que 92% dos norte-americanos querem direitos legais para forçar sites e agências de propaganda a apagarem toda a informação acumulada sobre eles. </p>
<p>Se informação é poder, sempre haverá alguns poucos que saberão tudo sobre muitos – e essas informações serão transformadas em dinheiro. Já há empresas que oferecem o serviço de &#8220;<strong>apagamento digital</strong>&#8220;, como o <a href="http://www.reputation.com/">Reputation Defender</a> nos EUA ou o <a href="http://www.wirtschaftsfaktor-sprache.de/my-image-control-starte/">My Image Control</a> alemão. Mayer-Schönberger conta que políticos de países como Japão, Alemanha e França sugeriram às principais empresas de internet que controlem uma &#8220;<em>data de validade</em>&#8221; para as informações pessoais nas redes sociais. </p>
<p>Quando confrontado se ele mesmo põe em prática sua tese de que &#8220;<em>esquecer é pensar</em>&#8220;, Mayer-Schönberger lembra que, ao se mudar da Áustria aos EUA, levou CDs com todos os emails e contatos que guardara em décadas de academia. Logo percebeu, porém, que os havia salvo em um formato obsoleto, e o arquivo estava cheio de defeitos. Tinha perdido tudo. &#8220;<em>Fiquei devastado, deixei de trabalhar por dois dias. Então a vida continuou, e descobri que nunca realmente precisei daquelas velhas mensagens, e ao contrário, passei a me divertir com minha nova liberdade digital</em>&#8220;, conta: perder sua memória digital foi menos doloroso do que imaginava. &#8220;<em>É algo que gosto de lembrar</em>&#8220;, brinca. </p>
<p>Imagine só: memória e esquecimento serão o grande telecatch na cultura das próximas décadas. Enquanto essa briga não atinge, tento lembrar por que diabos escrevi que não gostava de pipoca.<br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3159/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3159/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3159&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Life&#8217;s a beach</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 18:00:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Hawaii]]></category>

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		<description><![CDATA[Querido eu: se você estivesse aqui veria as bundas das meninas que postam seus sorrisos no Facebook a carne jovem de Waimea e a carne gorda de Waimea nas lentes gordas de Waimea Meu velho eu isso aqui no verão &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/12/13/lifes-a-beach/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3148&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"></p>
<p><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/img_1073.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/img_1073.jpg?w=500&#038;h=500" alt="" title="IMG_1073" width="500" height="500" class="alignnone size-full wp-image-3149" /></a></p>
<p>Querido eu:<br />
se você estivesse aqui<br />
veria as bundas das meninas<br />
que postam seus sorrisos no Facebook<br />
a carne jovem de Waimea<br />
e a carne gorda de Waimea<br />
nas lentes gordas de Waimea</p>
<p>Meu velho eu<br />
isso aqui no verão deve ser muito mais farofa<br />
mesmo que estar sendo e ter sido<br />
se igualem na lente comilona<br />
a lente que guarda pra depois<br />
aquilo que não come hoje</p>
<p>Meu bróder eu<br />
enquanto não criam a telepresença<br />
rimo o requebro de Elvis Presley<br />
que tinha uma casa aqui em frente<br />
às ondas gordas quebrando anônimas<br />
e às sirenes paranoicas do North Shore<br />
(você já está mais pra lá do que pra cá, dizem)</p>
<p>Um gordo de bigode com seu detector de metais<br />
vasculha tesouros na areia e os guarda no bolso<br />
Um magrelo de cabelo branco, junkie de cristal<br />
zanza de bike com uma cacatua branca no ombro<br />
quando passam por mim, o pássaro abre as asas<br />
Há quem guarde conchas, quem colecione nuvens<br />
eu só queria me guardar praquela havaiana<br />
mas não acho conexão, meu velho eu<br />
estou superconectado à praia<br />
me engordando de lembranças</p>
<p>Se eu fosse eu<br />
se o sol fosse outro sol<br />
se o sal uma bala de prata</p>
<p>Trabalhamos pro amanhã, meu querido<br />
subindo mais e mais eus para a Nuvem<br />
imagens que jamais veremos de novo<br />
o dia em que você foi mais feliz<br />
e mandou um joinha pra você mesmo<br />
insistindo em clicar usando flash<br />
pra se revelar depois uma sombra<br />
– estive em Waimea e lembrei de mim<br />
e de todos os dias em que morri</p>
<p>This is the way the world ends<br />
Not with a bang but a burp</p>
<p>Que bunda tinha aquela havaiana, caro eu<br />
pena que não fotografei<br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3148/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3148&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">faker</media:title>
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		<title>A mais triste vitória</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Dec 2011 14:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Xico Sá]]></category>

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		<description><![CDATA[Artigo publicado no caderno Aliás, do Estadão, em 11-12, lembrando de Sócrates à luz [ou à sombra] do Corinthians pentacampeão Domingo foi estranho. Logo ao acordar, fiquei sabendo pelo amigo Xico Sá que nosso querido ídolo Sócrates se foi. Fui &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/12/05/a-mais-triste-das-vitorias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3130&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"><br />
<div id="attachment_3132" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/sem-tc3adtulo-21.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/sem-tc3adtulo-21.jpg?w=500&#038;h=378" alt="" title="Sem Título 2" width="500" height="378" class="size-full wp-image-3132" /></a><p class="wp-caption-text">Sócrates (1954-2011)</p></div></p>
<p><em>Artigo publicado no caderno </em><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-mais-triste-vitoria,809490,0.htm">Aliás</a><em>, do </em>Estadão<em>, em 11-12, lembrando de <strong>Sócrates</strong> à luz [ou à sombra] do <strong>Corinthians</strong> pentacampeão</em></p>
<p>Domingo foi estranho. Logo ao acordar, fiquei sabendo pelo amigo <a href="http://xicosa.folha.blog.uol.com.br/"><strong>Xico Sá</strong></a> que nosso querido ídolo Sócrates se foi. Fui assistir ao jogo com a amiga <strong>Phydia</strong> me sentindo estranho, o coração amarrado. </p>
<p>Como todo corinthiano sabe, e como todo anticorinthiano desconfia, ganhar ou perder não importa, o que importa é estar junto: eis o significado de ser um fiel. Claro que ser pentacampeão brasileiro é incrível. Mas o travo, dividido na mesma cerveja com os alvinegros na casa em que via o jogo, amargava tanto na melancolia pela perda do símbolo maior quanto no despropósito em torcer para uma equipe contrária à filosofia socrática.</p>
<p>Esse Corinthians de <strong>Tite</strong> e seu futebol titebitate é o oposto do talentoso esquadrão dos anos 80, de craques como o Doutor, <strong>Zenon</strong> e <strong>Casagrande</strong>, secundado pelo brio de <strong>Biro-Biro</strong>, <strong>Wladimir</strong> e <strong>Zé Maria</strong>. Talento oscilante &#8211; já que aquele time, se foi bicampeão paulista sobre o São Paulo, uma das melhores equipes da época ao lado do Flamengo, também caiu para a segunda divisão em 1981 e nunca venceu um Nacional. Mas trocaria a burocracia dos passes laterais de 2011 por uma única tabela genial de 1982, ou um só desconcertante passe de calcanhar do Magrão.</p>
<p>Politicamente, este pentacampeão é bem diverso daquele bicampeão: se este é um clube forte, cujo maquiavélico cartola estica ao máximo o conceito de pragmatismo ao ser ao mesmo tempo filiado ao Partido dos Trabalhadores e funcionário de <strong>Ricardo Teixeira</strong>, aquele, um clube provinciano, sonhava com o poder repartido entre pequenos &#8211; tanto que, com ideário semelhante ao PT original, entrou para a história com a democracia corintiana, que mandava mais que os cartolas. (Em entrevista dada em 1983, Sócrates declarava ter votado em <strong>Lula</strong> para o governo paulista; dizia também que gostaria de morrer em um domingo, com o Corinthians campeão.)</p>
<p>A morte de Sócrates divide a história do Corinthians em dois tempos opostos &#8211; trajetória parecida com a do próprio PT, partido ao qual, hoje, interessam mais os fins que os meios. Ao time dos anos 80, iluminado por relâmpagos de criatividade e suportado por uma massa de sofredores, contrapõe-se este todo-poderoso Timão que vence nada utopicamente em campo e, fora dele, vive de tenebrosas transações. Ontem tínhamos um Corinthians de <strong>oposição</strong>, identificado com as massas que combatiam a ditadura, e essas identificadas com os princípios do PT, a ocupar estádios alheios por falta de casa própria &#8211; como os 160 mil que apoiaram Lula no estádio de Vila Euclides, São Bernardo do Campo, 1979. </p>
<p>Em 2011, temos um Corinthians de <strong>situação</strong>, ganhador, que plantou o técnico <strong>Mano Menezes</strong> na seleção, o ídolo <strong>Ronaldo</strong> no Comitê Organizador da Copa e o presidente <strong>Andrés Sanchez</strong> como diretor de seleções da CBF. Tá tudo dominado. E se, enfim, pode ter um estádio, é graças à mãozinha do ex-presidente Lula; afinal, aquela massa de sofredores se transformou na ascendente classe C, que hoje vai ao Pacaembu de SUV importado, paga uns R$ 200 por ingresso e outros R$ 300 por uma camisa lotada de patrocínios &#8211; fazendo da marca Corinthians a mais valorizada do futebol brasileiro. Se a utopia democrática prega que todo poder emana do povo, os petistas Lula e Sanchez, mais pragmáticos que idealistas, souberam capitalizar o poder da Fiel com esperteza.</p>
<p>O nublado 4 de dezembro de 2011 marcou o fim de uma era. Ao fazer lembrar a beleza de seu futebol, a morte de Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira obscureceu o título do time que lhe deu fama, agora representado por um jogo medíocre. Pervertendo a máxima &#8220;<em>nenhum jogador é maior do que o jogo</em>&#8220;, o Doutor ensinava a ser sem nunca ter sido: descendente da nobre estirpe dos artistas boêmios, sempre viveu com orgulho de seu lifestyle, mais cioso de sua classe em pensar do que em só jogar, defendendo que todo atleta seria responsável pelas opiniões e pela cerveja que cativa &#8211; nada de capitalizar em cima do biblicamente correto, como 99% dos jogadores de hoje. </p>
<p>Com a bola no pé, mesmo sem vencer na seleção de 1982 (superior às de 1994 e 2002), sua rara originalidade o colocou na galeria dos melhores da história. Em sua desfaçatez pela competitividade do esporte &#8211; considerava o futebol uma arte -, Sócrates ensinava que o erro pode ser mais sublime que o acerto. &#8220;<em>Nunca ter falhado/ Não importa/ Tentar outra vez/ Falhar outra vez/ Falhar melhor</em>&#8220;, diria o alvinegro Beckett.</p>
<p>Domingo foi estranho, por isso, um dia corinthiano: é da natureza de um fiel ser triste ao ser alegre. Em um dia cinzento, o rebelde Sócrates nos legou uma lição de dissonância e paradoxo. Nada mais alvinegro, então, que se harmonizem os polos contrários dando o nome de Sócrates Brasileiro ao estádio de <strong>Itaquera</strong> &#8211; em vez de ceder naming rights a uma empresa de olho na grana da Fiel. O time e sua torcida são muito maiores do que o presente clube. Ainda que o Doutor, crítico dos métodos da CBF, também não fosse muito com a cara da atual diretoria do clube, seria bacana ver Sanchez &amp; companhia ter a romântica capacidade de produzir um gesto dessa grandeza. Seria socraticamente corinthiano.</p>
<p>*</p>
<p>Escrevi o texto abaixo para meu <a href="http://revistaalfa.abril.com.br/blogs/em-alfa/2011/09/06/o-mais-brasileiro-dos-boleiros/">blog</a> na <em>Alfa</em> depois da primeira internação de Sócrates. Tinha certeza total de que ele sairia dessa – daí fechar essa outra lembrança do Doutor em tom mais esperançoso.</p>
<div id="attachment_3133" class="wp-caption alignnone" style="width: 478px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/sem-tc3adtulo-3.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/12/sem-tc3adtulo-3.jpg?w=500" alt="" title="Sem Título 3"   class="size-full wp-image-3133" /></a><p class="wp-caption-text">Corinthians homenageia Sócrates: punho erguido</p></div>
<p><strong>Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira não está legal</strong>. E o mundo está preocupado com o médico que voltou ao hospital como paciente: jogue Sócrates no Twitter e perceba o tamanho do admiração e do amor que o mais brasileiro dos jogadores provoca na arquibancada, mesmo 30 anos depois de sua retirada dos gramados onde desfilou seu estilo peculiar que o colocou entre os maiores craques da história. Voltou ao hospital, em estado grave, para tratar de uma hemorragia causada pela cirrose – e esta, causada pelo alcoolismo. Sócrates nunca escondeu ser fã de birita. </p>
<p>Nem quando era jogador. Ao contrário: mentor da <strong>Democracia Corinthiana</strong> do lendário time dos anos 80, preconizava que todo atleta seria responsável pela cerveja que cativa. Nada de passar uma de politicamente correto nem ficar se explicando à imprensa que bebeu menos caipirinhas do que todo mundo viu (é com você, Fred).</p>
<p>Hoje aposentado dos campos – embora vez ou outra tirando onda nos churras dos amigos; quase imóvel joga mais do que todo o atual escrete alvinegro –, o Doutor é raríssimo representante do clube dos ex-craques que pensam com a própria cabeça e ainda sabem escrever. Bom, fora o também médico <strong>Tostão</strong>, você lembra de mais alguém? Mas, ao contrário do abstêmio ex-10 do Cruzeiro, Sócrates descende da nobre estirpe de atletas e artistas boêmios, sempre viveu assim e tem orgulho de seu lifestyle. </p>
<p>Se, jogando, o Magrão já parecia um homem de outro tempo – do tempo em que homens não fugiam da responsa e usavam a inteligência para driblar de beques a censores –, por que não o seria na arte de jogar conversa fora? Na tal entrevista que deu ao <em>Fantástico</em>, ao ser perguntado pelo repórter se seria alcoólatra, respondeu com um misto de bonomia e desfaçatez: “Sim, claro”. Certeza de que por pouco não mandou um “Tá me tirando, véio?”.</p>
<p>Encontrei duas vezes o Doutor. Na primeira, para uma entrevista ao meu documentário <strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=zUUf5I5HRdk" target="_blank"><em>Só Quem É Sabe O Que É</em></a></strong> (co-dirigido com <strong>Phydia de Athayde</strong> e <strong>Artur Voltolini</strong>), sobre a torcida do Corinthians durante a queda na série B. Em duas horas matamos, creio, meia-dúzia de long necks enquanto o barba discorria sobre a identificação das torcidas organizadas de futebol e os reinos bárbaros europeus, além das diferenças entre a torcida do Flamengo (“ela baila, ela brinca”) e a do Corinthians (“ela é séria, ela joga”), os grandes clubes que defendeu no Brasil (fora uma furada passagem pelo Santos). </p>
<p>Já na segunda vez, na Mercearia São Pedro, em nove horas de trabalhos ele certamente bateu o recorde mundial de cervejas derrubadas (por óbvios motivos não me lembro do astronômico número de ampolas que lotou nossa mesa). Na Merça ele é tratado como rei: tirando o tricolor <strong>França</strong> e o chapeiro <strong>Seu Antônio</strong>, torcedor do Náutico, todos os garçons são corinthianos – o Doutor nem precisa levantar o braço para receber a bola, que lhe é servida quase de joelhos. Nunca me esqueço do entusiasmo com que contava uma recente viagem à Amazônia. “O avião não chegava, nunca chegava, nunca que chegava, e eu morrendo de sede, olhava aquele mundããão de rios e florestas e ficava imaginando um oceaaano de cerveja”, ria, abrindo o erre ribeirão-pretano.</p>
<p>Ele afirmava – e eu acredito, porque o Calcanhar de Ouro é homem do tempo em que se fiava o homem pelo bigode – que só bebia cerveja. Sim, a mesma birita vendida pelo treinador <strong>Mano Menezes</strong> nos intervalos comerciais da nossa selecinha. Vinho, às vezes, com a namorada. Destilados, cigarros e outras substâncias, nunca – bem, pelo menos, não ultimamente. Uma hora a conta chega, e o Doutor tem ciência disso, tanto que ressabiava-se com os recentes exames que havia feito, constatando sua cirrose. Tinha moderado &#8211; de verdade &#8211; a manguaçagem, o que influenciou na acidez e na aridez dos comentários no <em>Cartão Verde</em> e na coluna na <em>CartaCapital</em>. Essa ranzinzice é jogo de cena: numa mesa de boteco, a timidez some, em meia hora vira seu amigo de infância. Mas, se você for tricolor, desculpe – vai ser zoado a noite toda, com direito a gozações estendidas ao irmão Raí, personagem onipresente em suas piadas. </p>
<p>(Nos últimos meses, tinha trocado a onipresente cerveja pelo vinho. <strong>Xico Sá</strong>, seu colega de<em> Cartão Verde</em>, me revelou que, ao visitá-lo no hospital em sua primeira internação, os médicos lhe confidenciaram que o fígado de Sócrates havia sido bastante avariado não só pelo álcool como também pelas <a href="http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-feita-uma-infiltracao-em-atletas">infiltrações</a> de cortisona e xilocaína que lhe eram aplicadas para amenizar inchaços e dores das pancadas sofridas nas pernas.) </p>
<p>Eu, que descobri o futebol o vendo jogar na gloriosa Copa de 1982, em que nossa derrota demonstrou o quanto o erro pode ser mais sublime que o acerto (“Nunca ter falhado/ Não importa/ Tentar outra vez/ Falhar outra vez/ Falhar melhor”, diria <strong>Beckett</strong>), torço sinceramente para que o Doutor vire a partida e saia outra vez tirando onda. Tenho certeza de que ele vai achar um caminho nesse jogo, vendo, como só ele via em campo, algo de que nunca suspeitamos. Ele vai descortinar, eu sei, um lance impossível no vazio entre o primeiro copo e o apito final. Cerveja sem álcool gostosa, quem sabe?<br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3130/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3130/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3130&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>&#8216;We do low rock. Fuck rock, actually&#8217;</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 03:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caos]]></category>
		<category><![CDATA[Mark Sandman]]></category>
		<category><![CDATA[Morphine]]></category>
		<category><![CDATA[som na caixa]]></category>

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		<description><![CDATA[Raro lero com Mark Sandman, líder do Morphine, maior power trio da história: Mais completo show do Morphine disponível no YT, 26 minutos em Nova York, 1996: Trailer do documentário Cure for pain, sobre Sandman, lançado no começo de 2011:<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3124&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Raro lero com <strong>Mark Sandman</strong>, líder do <strong>Morphine</strong>, maior power trio da história:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/12/04/we-do-low-rock-fuck-rock-actually/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wnasV0EieiE/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Mais completo show do Morphine disponível no YT, 26 minutos em Nova York, 1996:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/12/04/we-do-low-rock-fuck-rock-actually/"><img src="http://img.youtube.com/vi/8VdlIZhzJeQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Trailer do <a href="http://www.facebook.com/GatlingPictures?sk=wall">documentário</a> <em>Cure for pain</em>, sobre Sandman, lançado no começo de 2011:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/12/04/we-do-low-rock-fuck-rock-actually/"><img src="http://img.youtube.com/vi/2KW3G5pb9zM/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3124/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3124/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3124&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Um fax de JG Ballard</title>
		<link>http://impostor.wordpress.com/2011/11/19/um-fax-de-jg-ballard/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 16:59:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[JG Ballard]]></category>
		<category><![CDATA[recuerdos]]></category>

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		<description><![CDATA[Mr. Ballard não usava computadores – embora fosse um dos grandes escritores de ficção científica da segunda metade do século 20. Que falta ele faz hoje! Fico pensando o que diria ele dos protestos dos habitantes de Alphaville – algo &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/19/um-fax-de-jg-ballard/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3114&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"><br />
<strong>Mr. Ballard </strong>não usava computadores – embora fosse um dos grandes escritores de ficção científica da segunda metade do século 20. Que falta ele faz hoje! Fico pensando o que diria ele dos <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,protesto-pede-fim-de-obra-em-alphaville,440672,0.htm">protestos dos habitantes de Alphaville</a> – algo bem parecido com a rebelião de classe média de <em>Terroristas do Milênio</em>. </p>
<p>Segue um fax que ele me mandou com as respostas à minha entrevista sobre sua reedição de <em>Crash</em>, que encontrei fazendo uma limpa na minha estante. Por pouco não encontro um papel em branco. Pra quem não entender a &#8216;grafia&#8217; de Ballard, o papo está <a href="http://impostor.wordpress.com/2007/09/30/nossa-vida-nao-vale-um-chevrolet/">aqui</a>. </p>
<p><div id="attachment_3115" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/jgballard_fax3.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/jgballard_fax3.jpg?w=500&#038;h=707" alt="" title="JGBallard_Fax3" width="500" height="707" class="size-full wp-image-3115" /></a><p class="wp-caption-text">Reality is the greatest imaginable fiction</p></div><br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3114/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3114&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">JGBallard_Fax3</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Um original de Luiz Gê</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 23:31:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caos]]></category>
		<category><![CDATA[Companhia das Letras]]></category>
		<category><![CDATA[Eu quero ser uma locomotiva]]></category>
		<category><![CDATA[hq]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Gê]]></category>
		<category><![CDATA[recuerdos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um pouco diferente do último quadrinho da HQ Eu quero ser uma locomotiva, de maio de 1975: neste, rabiscado 36 anos depois, a mocinha está toda feliz em ser triturada pelo trem tarado. Logo mais posto a entrevista que fiz &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/17/um-original-de-luiz-ge/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3107&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"><br />
Um pouco diferente do último quadrinho da HQ <em>Eu quero ser uma locomotiva</em>, <a href="http://www.annablume.com.br/comercio/popup_image.php?pID=1249">de maio de 1975</a>: neste, rabiscado 36 anos depois, a mocinha está toda feliz em ser triturada pelo trem tarado. Logo mais posto a entrevista que fiz com o mestre, que relança seu clássico <em><strong>Avenida Paulista</strong></em> – publicado em 1991 na saudosa <em>Revista Goodyear</em>, <a href="http://www.blogdacompanhia.com.br/futuroslancamentos/"> em breve </a> reeditado pela Companhia das Letras.</p>
<p><div id="attachment_3110" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/luiz-gc3aa_locomotiva.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/luiz-gc3aa_locomotiva.jpg?w=500&#038;h=706" alt="" title="Luiz Gê_Locomotiva" width="500" height="706" class="size-full wp-image-3110" /></a><p class="wp-caption-text">Meu negócio é mulher, Froidão, mulher!</p></div><br />
</font><font face="georgia" size="2"><br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3107/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3107&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Luiz Gê_Locomotiva</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Ionesco não mora mais aqui</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 19:13:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[rinocerontes]]></category>

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		<description><![CDATA[O rinoceronte negro foi extinto diz a manchete do jornal que, dizem, logo mais também será extinto e o jornal ainda avisa: o rinoceronte branco pode estar igualmente fora de combate Tanto o rinoceronte negro quanto o rinoceronte branco eram &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/10/ionesco-nao-mora-mais-aqui/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3088&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"></p>
<p>O rinoceronte negro foi extinto<br />
diz a manchete do jornal<br />
que, dizem, logo mais também será extinto<br />
e o jornal ainda avisa:<br />
o rinoceronte branco pode estar igualmente fora de combate</p>
<p>Tanto o rinoceronte negro quanto o rinoceronte branco eram cinzentos<br />
a diferença é que o negro comia árvores e frutos, e o branco, grama<br />
O rinoceronte negro atingia 1,50 m de altura e até 3,80 m de comprimento<br />
seus dois chifres podiam medir 50 e 70 cm<br />
ele usava os cornos pra se defender<br />
quando brabo, era uma máquina de destruição<br />
apesar de, como o albino Hermeto, não enxergar muito bem</p>
<p>O rinoceronte não cantava: dava barridos</p>
<p>Os chifres do rinoceronte foram sua nêmese<br />
ele era caçado pra ter os cornos extraídos<br />
triturados ao pó e bebidos em um chá<br />
que combateria a impotência dos irmãos humanos</p>
<p>Felizmente ninguém mais se preocupará com bandos de rinocerontes pelas ruas<br />
Enchendo as avenidas<br />
Saindo das casas<br />
Até pelas janelas</p>
<p>Levava 480 dias para um rinoceronte negro ser gestado<br />
Geralmente nascia só uma cria<br />
que era amamentada pela mãe até os dois anos</p>
<p>Um rinoceronte negro pesava três toneladas mas só vivia até os 35<br />
ele não comprava uma pick-up paquiderme na crise dos quarenta<br />
nem ficava deprimido ao broxar com uma rinoceronta<br />
nem sofria de Alzheimer se ficasse velho demais<br />
e se pensasse, dentro da nuvem de seu esquecimento<br />
“o rinoceronte realmente existiu<br />
ou foi um pesadelo de Ionesco?”</p>
<p>Como eram belos<br />
Como eu gostaria de ter uma nudez decente, sem pelos, como a deles<br />
sua pele encouraçada<br />
e aquela soberba cor</p>
<p></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3088/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3088/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3088&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A lucidez póstuma do poeta</title>
		<link>http://impostor.wordpress.com/2011/11/10/a-lucidez-postuma-do-poeta/</link>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 14:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Foilha de S.Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ilustríssima]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Rodrigo de Souza Leão]]></category>

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		<description><![CDATA[Perfil de Rodrigo de Souza Leão para o caderno Ilustríssima, Folha de S.Paulo de 6-11-11. A exposição Tudo vai ficar da cor que você quiser, com suas pinturas e também textos em prosa e poesia, fica entre 9-11-11 e 15-1-12 &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/10/a-lucidez-postuma-do-poeta/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3082&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"></p>
<div id="attachment_3083" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/lec3a3o_elefante.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/lec3a3o_elefante.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" title="Leão_Elefante" width="500" height="333" class="size-full wp-image-3083" /></a><p class="wp-caption-text"><em>A insustentável leveza do elefante</em>, de Rodrigo de Souza Leão</p></div>
<p>Perfil de <strong>Rodrigo de Souza Leão</strong> para o caderno <em>Ilustríssima</em>, <em>Folha de S.Paulo</em> de 6-11-11. A exposição <em>Tudo vai ficar da cor que você quiser</em>, com suas pinturas e também textos em prosa e poesia, fica entre 9-11-11 e 15-1-12 no MAM/Rio.</p>
<p><strong>Sossega, Leão</strong></p>
<p><em>Louco lúcido, prosador auto-irônico, pintor inconsciente, poeta (talvez) suicida</em></p>
<p>&#8220;TUDO É PEQUENO/ A fama/ A lama/ O lince hipnotizando a iguana/ O que é grande/ É a arte/ Há vida em Marte.&#8221; Estranho poema este, o último postado por Rodrigo de Souza Leão em seu blog <em><a href="http://lowcura.blogspot.com/">Lowcura</a></em>. Cinco dias depois morria o jornalista, músico, poeta, prosador e pintor, em circunstâncias nebulosas, numa clínica psiquiátrica do Rio de Janeiro. O poema parece uma despedida, e, além deste texto, RSL deixou uma &#8220;carta final&#8221; à família. Mas teria morrido de causas naturais, o que afastaria uma possível hipótese de suicídio. A morte é um dos mistérios que cercam a vida deste carioca nascido em 1965: um ponto final que, paradoxalmente, colocou em circulação sua obra, hoje objeto de culto.</p>
<p>A peça <em>Todos os cachorros são azuis</em>, adaptação de <strong>Ramon Mello</strong> para o teatro do romance homônimo (7Letras, finalista do Prêmio Portugal Telecom), estreou em julho e foi aplaudida até por críticos carrancudos como <strong>Barbara Heliodora</strong>. Este e os romances <em>O esquizoide – Coração na boca</em> (Record) e <em>Me roubaram uns dias contados</em> (Record), todos editados somente após sua morte, serão vertidos ao cinema por <strong>Felipe Bragança</strong>, com o ator <strong>Cauã Reymond</strong> no papel de RSL. Por fim, uma exposição com suas pinturas será aberta em novembro no MAM: o custo da mostra <em>Tudo vai ficar da cor que você quiser</em> (R$ 30 mil) foi viabilizado com as doações coletivas de um site de crowdfunding – no catálogo, Mello, curador da obra de RSL, conta que as doações até ultrapassaram o orçamento da exposição, R$ 30 mil. </p>
<p>Tudo começa com um grilo na cuca; ou, talvez, com um chip no cérebro. </p>
<p>GRILO</p>
<p>&#8220;<em>Um dia ele surtou e saiu correndo pelas ruas de Botafogo. Dizia que havia sido atingido por um dardo disparado por um japonês, que introduzira um chip no seu cérebro. Nesse mesmo dia foi internado em uma clínica psiquiátrica, onde ficou por três semanas</em>&#8220;, conta seu pai, o médico <strong>Antonio de Souza Leão</strong>. Já aos 17 anos RSL havia sido diagnosticado com esquizofrenia paranoide, agravada por transtorno obsessivo compulsivo. Tratando-se com neurolépticos, conseguiu se formar em jornalismo e arranjar emprego como auxiliar de escritório na Sasse (seguradora da Caixa Econômica); a chatíssima ocupação foi decalcada no livro de estreia, <em>Carbono pautado: Memórias de um auxiliar de escritório</em> (Virtualbooks – a Record pretende relancá-lo em 2012). </p>
<p>Não era a primeira arte de RSL: ele tinha sido vocalista da banda <strong>Pátria Armada</strong>, confessadamente inspirada na <strong>Legião Urbana</strong>. &#8220;<strong>Renato Russo</strong> foi seu maior ídolo&#8221;, diz o pai. Torcedor do <strong>Flamengo</strong>, clube onde praticava triatlo, RSL era vaidoso, mantinha a forma dando voltas na lagoa Rodrigo de Freitas, vestia-se quase sempre de preto, tinha o apelido de <strong>Elvis</strong> e muitos amigos e namoradas na Faculdade da Cidade. Esta vida &#8220;normal&#8221; foi irremediavelmente perdida naquela tarde em Botafogo: dos 23 anos em diante, nunca mais saiu à rua sozinho. <span id="more-3082"></span></p>
<p>&#8220;<em>Atrás de mim, um japonês tirou uma zarabatana pequenina para fora, soprou e inoculou em mim a bomba</em>&#8220;, escreve RSL em <em>O esquizoide</em>. Antes da bomba implantada, porém, houve um chip; e, antes do chip, um grilo. &#8220;<em>Tudo começou quando engoli um grilo em São João da Barra. Tinha 15 anos de idade. Estava indo ou voltando. Só parava pra voar</em>&#8220;, anota em <em>Todos os cachorros são azuis</em>, misto de registro da experiência na clínica com romance policial nonsense. </p>
<p>Depreende-se desses trechos que o escritor usava com perspicácia as próprias alucinações, vertendo-as em corpo narrativo. Operação triangulada em mise en abyme: o narrador RSL registra o autor RSL surtado que continuamente arma situações a serem criticadas pelo personagem RSL. Se toda ficção é reinvenção da biografia, como a prosa pode ser verossímil quando a própria biografia é controversa? </p>
<p>LABIRINTO</p>
<p>A saída deste narrador nada confiável é a galhofa tinta com melancolia. Seu romance mais ambicioso, <em>Me roubaram uns dias contados</em>, é um labirinto de espelhos, um parque de diversões frequentado apenas por RSL e o leitor. Inicia com uma engraçadíssima seção focada em um sujeito chamado Weimar, que jamais sai do apartamento, onde tem dez telefones – os &#8220;gozofones&#8221; –, usados para sexo à distância. Weimar atrai a seu covil onanista as garotas Vegetal, Mental e Vertigem. Interrompe a suruba para ler um livro de 600 páginas – ficção envolvendo <strong>Nietzsche</strong>, <strong>Alan Kardec</strong> e <strong>Daniel Boone</strong> –, e tem início a segunda seção, em que o narrador detalha, na terceira pessoa, a rotina repetitiva de um certo Rodrigo e da mulher por quem ele está apaixonado. </p>
<p>O hipnótico texto tem toques de paradoxal poesia – &#8220;<em>Ninguém se conhece tanto a ponto de abrir a porta para um estranho sem saber que este estranho é ele mesmo</em>&#8221; – e presságios tragicômicos: &#8220;<em>Alguma coisa acontece no meu coração. Será um infarto do miocárdio?</em>&#8220;. </p>
<p>Divertindo-se com o fato de que o tal Rodrigo não consegue ser publicado por nenhuma editora – os editores desconfiam de seu transtorno mental; ele seria &#8220;<em>um louco lúcido demais</em>&#8221; –, o texto vai da sarcástica autopiedade ao auto-ódio profundo sem cessar, sempre em frases curtas, secas, sem verbo, num discurso em que a livre associação de ideias monomaníacas deixa entrever um rico panorama do Brasil dos anos 80 e 90, habitado por contínuas colagens de versos de <strong>Legião Urbana</strong>, <strong>Titãs</strong> e <strong>Cazuza</strong>, bem como de <strong>Drummond</strong>, <strong>João Cabral</strong>, <strong>Proust</strong>, <strong>Rimbaud</strong>, <strong>Kafka</strong>, <strong>Beckett</strong> e <strong>Baudelaire</strong>. </p>
<p>Na seção seguinte, um homem é perseguido por seu sósia – o Sósia, claro. Depois o Sósia se torna pintor celebrado, o &#8220;<em>Van Gogh brasileiro</em>&#8221; – exatamente o contrário de RSL, que, na época da escrita do romance, iniciava um curso de pintura no Parque Lage. À parte o tortuoso argumento, transtornos mentais, remédios e reclusão ocupam o centro da escrita: todos os personagens são Rodrigo de Souza Leão – e todos não.</p>
<p>LOUCURA X LITERATURA</p>
<p>Vivendo a doença mental como plano de fuga e ao mesmo tempo realidade multidimensional, RSL se inscreveu em uma esquiva linhagem da nossa literatura. O cânone desta escrita de autobiográfica investigação psicopatológica alinha do <strong>Lima Barreto</strong> de <em>O cemitério dos vivos</em> ao <strong>Lourenço Mutarelli</strong> de <em>A arte de produzir efeito sem causa</em>, passando pelo <strong>José Agrippino de Paula</strong> de <em>Lugar público</em>, o <strong>Renato Pompeu</strong> de <em>Quatro-olhos</em>, o <strong>Carlos Süssekind</strong> de <em>Armadilha para Lamartine</em>, a <strong>Orides Fontela</strong> de <em>Teia</em> e a <strong>Maura Lopes Cançado</strong> de <em>Hospício é Deus</em>. </p>
<p>&#8220;<em>Acho que não temos muito como fugir desta &#8216;tradição&#8217; de tratar os transtornos mentais na escrita, porque a poesia dele dialoga frontalmente com isso</em>&#8220;, confirma a ensaísta <strong>Heloísa Buarque de Hollanda</strong>. &#8220;<em>Esse leve deslocamento para um ponto de vista de onde pode olhar a doença é um traço marcante de RSL, que traz uma levada muito pessoal com sua dicção poética. Por outro lado, ele combina esse universo intenso à leveza da geração 00, que também vive a imersão na internet, o que traz definitivamente um diferencial para seu texto</em>&#8220;, conclui. 	</p>
<p>Para este artista ermitão, a rede foi raro canal de comunicação com o mundo. Além dos romances, RSL publicou em vida os livros de poesia <em>Há flores na pele</em> (Trema, 2001) e <em>Caga-regras</em> (Virtualbooks, 2009), fora dez e-books, além de dezenas de textos na internet. Através do <em>Balacobaco</em>, e-zine que começou ainda nos anos 90, do <em>Germina</em>, site que editou com a poeta <strong>Silvana Guimarães</strong>, e do site <em>Zunái</em>, editado com o poeta e tradutor <strong>Claudio Daniel</strong>, RSL entrevistou cerca de 150 escritores brasileiros – feito jornalístico raro até para quem só vive disso. </p>
<p>Daniel refuta a doença mental como endereço a situar RSL como &#8220;<em>poeta maldito</em>&#8220;. &#8220;<em>Ele era gentil, sincero e generoso, tinha muito humor</em>&#8220;, lembra. &#8220;<em>Abordava temas incômodos, como esquizofrenia e internação hospitalar, incluía em seus versos a gíria, a linguagem urbana, o palavrão; mas o rótulo &#8216;poeta maldito&#8217; é ficção publicitária. Ele está incluído, sim, entre os melhores poetas brasileiros surgidos a partir do fim do século 20, por sua originalidade temática e vocabular</em>&#8220;, defende.</p>
<p>NÃO-LINEAR</p>
<p>&#8220;<em>A ficção e a lírica de RSL são pontilhistas, jamais lineares – como os lampejos sem pé nem cabeça de um xamã urbano</em>&#8220;, analisa o escritor e crítico <strong>Nelson de Oliveira</strong>. &#8220;<em>Como em Maura Lopes Cançado, na escrita de RSL a esquizofrenia não é recurso retórico: é real. O escritor, o narrador e o eu-poético, terminado o trabalho literário, não tiram a máscara da loucura, tomam um banho, ligam a tevê e voltam ao &#8216;normal&#8217;: a máscara da loucura é seu verdadeiro rosto</em>&#8220;, diz. </p>
<p>A não-linearidade de RSL foi justamente o que atraiu o ator <strong>Cauã Reymond</strong>, que comprou os direitos de todos os livros; pretende filmá-los em 2013. &#8220;<em>Os vários personagens que Rodrigo criou permitem uma narrativa cinematográfica muito criativa. É genial a maneira como ele faz os dois planos interagirem, o real e aquele que percebe pelo filtro da esquizofrenia. E o Rodrigo era um esquizofrênico consciente da condição, o que torna a história mais fascinante. A prosa aparentemente caótica é orgânica, te transporta direto para dentro daquele universo que, em seu caos, é muito coerente</em>&#8220;, entusiasma-se o ator.</p>
<p>PINTURA	</p>
<p>Nos últimos anos, a arte de RSL vazou para a expressão pictórica. &#8220;<em>Meu objetivo ao convidá-lo para um curso no Parque Lage foi interromper a síndrome de pânico que fazia com que Rodrigo não saísse de casa há vinte anos</em>&#8220;, lembra o crítico e professor de arte Paulo Sérgio Duarte, tio de RSL, que se surpreendeu com suas obras iniciais. &#8220;<em>Se, observando a obra literária, você encontra referências típicas dos anos 1980, as pinturas que o Rodrigo realizou pertencem claramente à chamada Geração 80</em>&#8220;, afirma. &#8220;<em>Ainda que iniciante, sua pintura tem bastante interesse</em>&#8220;, releva seu professor, João Magalhães: &#8220;<em>Ele apresenta uma narrativa repleta de uma simbologia muito pessoal mesclando drama e humor, como seu texto</em>&#8220;, diz. </p>
<p>O incipiente trabalho visual foi descontinuado por novo surto, ocasionado, curiosamente, por uma novela da Rede Globo. RSL ficou muito impressionado com Tarso, personagem de <strong>Bruno Gagliasso</strong> na novela <em>Caminho das Índias</em>: um esquizofrênico que dera um tiro no irmão da namorada. &#8220;<em>Ele achava que fazer Tarso cometer um crime era um  estímulo perigoso a outros enfermos</em>&#8220;, revela o poeta <strong>Affonso Romano de Sant&#8217;Anna</strong>, que costumava travar longas conversas com RSL por telefone. O escritor se revoltou com o que achava uma abordagem estereotipada da esquizofrenia e publicou no <em>Jornal do Brasil</em> uma dura carta à novelista <strong>Glória Perez</strong>. </p>
<p>FOGO </p>
<p>&#8220;<em>Rodrigo acalentou um medo de matar o irmão, Bruno, e foi irredutível em querer se internar</em>&#8220;, recorda o pai. &#8220;<em>No dia 28 de junho, foi voluntariamente à clínica. Visitei-o no domingo levando o JB com sua carta, mas ele mal conversou comigo, parecia ausente; depois soube que agredira um enfermeiro – estranhei, pois Rodrigo nunca fora agressivo.</em>&#8221; Antes de ser internado, RSL deixou uma carta de despedida, mas sua morte, a 2 de julho de 2009, permanece insolúvel. </p>
<p>Como não havia sinais de violência, a família optou por não fazer autópsia. &#8220;<em>Ele fumava três maços de cigarro por dia, era hipertenso, fatores que podem ter contribuido para o infarto do miocárdio&#8230; bem como, talvez, uma dosagem maior dos medicamentos psiquiátricos. Pela carta, é explícito que seu sofrimento psíquico era grande. Mas o que realmente aconteceu jamais saberemos. Teria inconscientemente procurado o suicídio? Não sei te responder</em>&#8220;, diz Antonio de Souza Leão. </p>
<p>A carta exibe a típica autocomiseração temperada de sarcasmo. &#8220;<em>Tomara que exista eternidade. Nos meus livros. Na minha música. Nas minhas telas. Tomara que exista outra vida. Esta foi pequena pra mim. Está chegando a hora do programa terminar. Mickey Mouse vai partir. Logo nos veremos de novo (&#8230;) Desculpem-me o mau humor. É que tudo cansa kkkkk [sic]</em>&#8220;. </p>
<p>Um texto tocante, mas talvez não o mais memorável da obra de Rodrigo de Souza Leão. Seu peculiar coquetel de surrealismo singelo, fina ironia e melancolia confessional, em sentenças de fatura lógica, rimas claras e musicalidade imediata, será lembrada por textos como o poema &#8220;<em>Caixa de fósforos</em>&#8220;: &#8220;<em>Eu não saio pra ver a vida/ Eu vivo ávido de vida/ A vida está aqui dentro/ Tão dentro que estou morto/ Pronto pra pegar fogo</em>&#8220;.</p>
<p></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3082/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3082/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3082&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fora de lugar</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Nov 2011 19:02:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[A história de Karen Blixen, uma dinamarquesa que viveu aventuras na África que, quando voltou à terra natal, não se reconhecia mais como européia. Vivia entre a realidade e a fábula. Matéria de capa da revista MIT Karen Blixen era &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/08/fora-de-lugar/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3075&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"></p>
<div id="attachment_3076" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/blixen.jpg"><img src="http://impostor.files.wordpress.com/2011/11/blixen.jpg?w=500&#038;h=640" alt="" title="Blixen" width="500" height="640" class="size-full wp-image-3076" /></a><p class="wp-caption-text">Karen Blixen por Stephen Alcorn</p></div>
<p><em>A história de <strong>Karen Blixen</strong>, uma dinamarquesa que viveu aventuras na África que, quando voltou à terra natal, não se reconhecia mais como européia. Vivia entre a realidade e a fábula. <a href="http://www.mitsubishimotors.com.br/mitrevista/index35.cfm">Matéria de capa</a> da revista </em><strong>MIT</strong></p>
<p>Karen Blixen era uma mulher fora de lugar. Do começo ao fim de sua longa vida, a inadequação de existir foi sempre uma chave para a interpretação do mundo. Hoje é uma das senhas que permitem o entendimento de uma vida e uma obra tão fascinantes quanto enigmáticas.</p>
<p>Karen Dinesen Blixen nasceu em 1885 em Rungstedlund, Dinamarca, numa família de longas tradições aristocráticas porém já decaindo para a classe média. A mãe, a unitarianista Ingeborg Westenholz Dinesen, foi a primeira dinamarquesa eleita para uma câmara de vereadores. Quando Karen tinha 10 anos, seu pai, o militar, escritor e desportista Wilhelm Dinesen, suicidou-se – provavelmente movido por um ataque de nervos causado pela sífilis. Karen estudou em Copenhage, Zurique, Paris e Roma, e desde sempre o sangue ferveu na direção da literatura e da aventura. Começou a publicar cedo, aos 22, já usando um pseudônimo: <strong>Osceola</strong>, nome de um famoso líder indígena seminola (o pai de Karen havia vivido um ano entre os índios chippewa; outra hipótese para o suicídio teriam sido as saudades da vivência selvagem na América).  </p>
<p>Karen levava uma juventude um tanto sufocante – e, enquanto publicava contos nos jornais locais e participava de modorrentos jogos de salão, sonhava com um título aristocrático e uma vida menos ordinária. A chance para fugir da doce porém chata existência burguesa veio através de um primo sueco, o barão <strong>Bror von Blixen-Finecke</strong>. Karen havia se apaixonado por seu irmão gêmeo Hans, que não queria nada com ela; Bror, mais focado em aventuras, tampouco pretendia levar uma vidinha de casado; assim, um arranjo entre os independentes jovens poderia ser interessante. </p>
<p>O pacote de casamento incluía uma fazenda no Quênia, no planalto ao norte de Nairóbi (na verdade, um sítio de 2 milhões de m2, mais tarde de 20 mi). A decisão de ir para a África foi determinante em toda a vida de Karen – e recebida com espécie na sociedade dinamarquesa; afinal, no início do século 20 não era nada natural que mocinhas da sociedade se metessem em um continente ainda desconhecido e selvagem. <span id="more-3075"></span></p>
<p><strong>A fazenda africana</strong></p>
<p>Karen logo percebeu que a independência proposta pelo primo-marido era a sério: mais interessado em mulheres, safáris e viagens, Bror passava longos meses fora de casa. A relação entre os dois esfriou ainda mais quando Karen descobriu que era portadora de <strong>sífilis</strong>, mesma doença que teria levado o pai ao desespero – sabe-se que, em seus momentos finais, a enfermidade contraída por escritores como <strong>Dostoiévski</strong> e <strong>Baudelaire</strong> também causava esquizofrenia e psicose maníaco-depressiva. Na época, ter sífilis era como ter Aids. Karen retornou à Dinamarca por um ano, para se tratar da doença.</p>
<p>De volta à África, para ocupar os dias imensamente livres, Karen teve a idéia – mais tarde perceberá, uma infeliz idéia – de plantar café na fazenda. Teve muitas dificuldades nisso; afinal, seu terreno, no sopé das magníficas montanhas <strong>Ngong</strong>, ficava na altitude de 1800 metros, e pouco se entendia nos anos 20 de plantação de café em terras altas. Porém, a lida com a fazenda irá trazer um caráter prático importante para sua formação como escritora, além de uma força rara em mulheres dos anos 20, uma vez que teve a ajuda do irmão Thomas somente por alguns períodos. </p>
<p>Afinal, ter uma fazenda de café no Quênia não é o mesmo que cultivar em Minas Gerais. Conforme Karen conta em suas clássicas memórias <em>Out of Africa</em> (no Brasil, <em>A fazenda africana</em>, Cosac Naify), leões e leopardos passeavam ao redor da casa grande, à noite, em busca de bois apetitosos ou seres humanos distraídos. Do lado dos nativos, nem todos os <strong>quicuios</strong>, etnia local, eram simpáticos à concepção civilizatória de Karen, que implantou uma escola em sua fazenda, ensinando os nativos a ler em inglês (o Quênia era uma colônia inglesa; o país também era habitado por escandinavos, indianos, muçulmanos, e, com a Segunda Guerra, alemães). </p>
<p>Certa vez a processadora de café foi arrasada por um incêndio (no filme <em>Out of Africa</em>, no Brasil <em>Entre dois amores</em>, o incêndio concorre para que Karen saia da fazenda, ao contrário do que aconteceu na realidade). Outra ocasião, durante a primeira guerra, em que a Dinamarca era um país neutro, Karen resolve atravessar o Quênia para recuperar os equipamentos de um safári de caça norte-americano e entregá-los a um destacamento do exército inglês. O divertido episódio, que durou três meses, está descrito no capítulo “Um safári em tempos de guerra” e é especialmente curioso pela maneira simplista como Karen se exibe salvando a vida de seus bois das garras de um par de leões: “<em>Enquanto eu segurava o lampião para o pessoal que tentava erguer a carroça, um leão atacou um dos bois a três metros de mim. Com gritos e estalos de chicote, pois meus rifles não estavam à mão, conseguimos assustar o leão</em>”.</p>
<p>Essa maneira desassombrada de descrever uma cena dramática é típica da literatura de Karen Blixen. Não serão poucas as ocasiões em que a fazendeira irá se haver com leões, porcos selvagens, rinocerontes ou búfalos desgovernados. Sua resposta, porém, será sempre serena e grave, e por vezes bem humorada. É uma postura que remete tanto à sobranceria típica da família quanto a uma característica tipicamente dinamarquesa – como se Karen observasse o drama da existência sem esperança mas também sem desespero. </p>
<p>Segundo ela, é uma característica da aristocracia que, curiosamente, a torna igual às classes mais humildes: “<em>A verdadeira aristocracia e o verdadeiro proletariado são iguais no entendimento da tragédia. Para eles há um senso fundamental do divino e uma mesma chave para a existência. Diferem da burguesia, que nega a tragédia, sequer a tolera, e para quem a tragédia não é algo mais que profundamente desagradável</em>”.</p>
<p><strong>O amante</strong></p>
<p>Em 1918, já separada do primo-marido, Karen conhece o grande amor de sua vida: <strong>Denys Finch-Hatton</strong>. Caçador, explorador e aventureiro inglês, Denys era o sonho de consumo para uma garota carente de emoções que tinha como modelo um pai tão ausente quanto aventureiro (no filme, Denys é encarnado por <strong>Robert Redford</strong>, mas na vida real ele não era assim tão bonitão). Filho de almirante, Denys tinha sido um popular estudante de Eton, famoso pelas habilidades em futebol, golfe e críquete. Com 24 anos viajou à África e passou a conhecer o continente em detalhes como explorador, caçador e organizador de safáris – foi guia de magnatas norte-americanos e do príncipe de Gales. Tentou ser piloto de guerra, mas um acidente no pé o afastou da aeronáutica. E, em 1930, Denys comprou um pequeno aeroplano <strong>Gypsy Moth</strong>. </p>
<p>A bordo desse teco-teco, Karen descreve uma das passagens mais epifânicas de seu livro de memórias – é também um dos momentos mais grandiosos de <em>Entre dois amores</em>, filme de <strong>Sydney Pollack</strong> de 1985 que levou 7 Oscars. Denys leva Karen para conhecer a África de cima: “<em>Quando estamos no ar, somos levados até a plena liberdade das três dimensões; após longas eras de exílio e sonhos, o coração nostálgico se atira nos braços do espaço. Toda vez que eu subia aos ares num aeroplano e, olhando para baixo, percebia estar livre do chão, tinha a consciência de uma grande e nova descoberta: ‘Agora entendo’, pensava, ‘essa era a idéia. Agora compreendo tudo</em>’.</p>
<p>Os treze anos passados ao lado de Denys foram, pelo que Karen conta em A fazenda africana, algo de sublime – infindáveis safáris, jantares e conversas sofisticadas, sempre regadas a sinfonias de <strong>Mozart</strong> (idolatrado por ele) e vinhos caros (louvados por ela – lembre-se que Karen Blixen era uma grande gastrônoma e é autora da narrativa que originou o filme <em>Festa de Babette</em>, um dos contos de <em>Anedotas do destino</em>). Um estilo de vida tão raro que somente altos aristocratas poderiam almejar: “<em>E o que é o homem senão uma máquina ingênua que transforma, sem o menor charme, vinho tinto de Shiraz em urina</em>?”, perguntava-se a escritora, com charmoso desdém. </p>
<p>Essa felicidade foi somente abalada por dois abortos de Karen, talvez por conta da sífilis, e pelas constantes ausências do errante Denys, que recusava a se casar e levar uma vida sedentária, ao lado do seu suposto <strong>bissexualismo</strong> – tema de veladas reclamações de Karen nas cartas que enviava à família na Dinamarca. </p>
<p>Felicidade, sim, tem fim, e este foi o trágico acidente de avião de Denys. Em outro capítulo especialmente tocante, Karen conta como a sepultura do aventureiro, nos contrafortes das montanhas Ngong, era visitada por um casal de leões: “<em>Nada mais apropriado que tenham transformado sua sepultura num monumento africano</em>”. Anos mais tarde, Karen é obrigada a declarar a falência da fazenda – que, em 17 anos, nunca produziu café a contento. Resolve vender tudo e voltar à Dinamarca. </p>
<p><strong>Quase Nobel</strong></p>
<p>Em 1934, lança, sob o pseudônimo de Isak Dinesen, seu primeiro livro, <em>Sete narrativas góticas</em>. O livro demonstra de saída o não-lugar de Karen: ela escreve seus contos em inglês, e então os verte para o dinamarquês – por isso é considerada uma raridade literária comparável a poucos escritores bilíngües, como <strong>Samuel Beckett</strong>. Sucesso no mundo anglófono, os contos de acentuado sabor romântico porém de fatura clássica, efeito de suas leituras de <strong>Edgar Allan Poe</strong> temperadas pela vivência entre aventureiros, são recebidos com frieza na Dinamarca. </p>
<p>Enquanto continua escrevendo sem parar (“<em>Sou apenas uma contadora de histórias</em>”, definia-se), Karen assombrava a crítica literária internacional pela originalidade dos relatos e a classe da escrita, cujo ponto alto é A fazenda africana, de 1937, imediatamente sucesso mundial – nenhuma mulher havia escrito nada parecido até então.</p>
<p>Em 1954, ao receber o Prêmio Nobel, <strong>Ernest Hemingway</strong> – um aventureiro do porte de Denys Finch-Hatton – lamenta que o tenha vencido “<em>no lugar da extraordinária Karen Blixen</em>”. Três anos mais tarde, teria negado seu Nobel em favor de <strong>Albert Camus</strong>. Durante essa época, tem sua saúde fragilizada pela sífilis e por ataques de síndrome de pânico, e vive uma estranha relação com o poeta <strong>Thorkild Bjornvig</strong>, contada por ele no romance <em>O pacto</em>. </p>
<p>Torna-se a personagem central da literatura dinamarquesa – conhecida por <strong>Hans Christensen Andersen</strong> – e famosa pela figura excêntrica e atos de grande generosidade. Até sua morte, em 1962, quando pesava apenas 37 quilos (o arsênico que ingeria para tratar da sífilis havia devastado seu estômago), nunca mais retornaria à África. </p>
<p>Até sua morte, sim: pois mesmo vivendo na alta sociedade dinamarquesa, a solitária Karen Blixen permaneceria habitante de uma África somente sua, um continente perdido entre a realidade e a fábula.<br />
</font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3075/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3075/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3075&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 23:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>faker</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tirando a Mallu, o blog estava com posts muito feios. Pra dar uma força, chamei a Lana Del Rey, nossa Nancy Sinatra nascida em Twin Peaks. &#8216;Elvis, where are you when I need you most?&#8217; Boa playlist pra quem já &#8230; <a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/02/its-you-its-you-its-all-for-you/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3065&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><font face="georgia" size="2"></p>
<p>Tirando a <strong>Mallu</strong>, o blog estava com posts muito feios. Pra dar uma força, chamei a <strong>Lana Del Rey</strong>, nossa <strong>Nancy Sinatra</strong> nascida em <strong>Twin Peaks</strong>. &#8216;Elvis, where are you when I need you most?&#8217;</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/02/its-you-its-you-its-all-for-you/"><img src="http://img.youtube.com/vi/fvXTSTlTDSg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Boa playlist pra quem já furou o iPod na &#8216;Videogames&#8217;.</p>
<object height="200" width="100%"><param name="wmode" value="transparent"><param name="movie" value="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1162287&amp;g=1&amp;"></param><embed height="200" src="http://player.soundcloud.com/player.swf?url=http%3A%2F%2Fapi.soundcloud.com%2Fplaylists%2F1162287&amp;g=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" width="100%"> </embed> </object>
<p>E pra quem não ouviu o clássico da moça&#8230;</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/02/its-you-its-you-its-all-for-you/"><img src="http://img.youtube.com/vi/HO1OV5B_JDw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>No <em>Telegraph</em>, saiu <a href="http://blogs.telegraph.co.uk/culture/lucyjones/100056514/real-or-fake-lana-del-rey-the-internet-sensation-who-will-break-your-heart/">um artigo</a> interessante sobre ela, escrito pela <strong>Lucy Jones</strong>. Segue um sha-la-la do tempo em que ela assinava <strong>Lizzy Grant</strong>.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/02/its-you-its-you-its-all-for-you/"><img src="http://img.youtube.com/vi/LICMHRIYTjY/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Tá bom, só mais uma&#8230; Que verso: &#8216;A voice of﻿ Nirvana says Come As You Are&#8217;.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://impostor.wordpress.com/2011/11/02/its-you-its-you-its-all-for-you/"><img src="http://img.youtube.com/vi/I_ZqEsWUUfA/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p></font></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/impostor.wordpress.com/3065/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/impostor.wordpress.com/3065/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=impostor.wordpress.com&amp;blog=339891&amp;post=3065&amp;subd=impostor&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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